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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Mitologia Japonesa


Tratando-se de uma mitologia tão bela e vasta quanto a japonesa, é certamente temerário, da parte de qualquer um, buscar realizar uma tradução, principalmente quando não há acesso aos originais. Portanto, Essa tradução não pode, nem é, totalmente fiel as fontes da mitologia. Elas são, especialmente, o Kojiki, que seria uma espécie de compilação da mitologia japonesa.
Houve momento em que necessitei agir de forma mais ou menos arbitrária, com certos termos, tendo em vista a sua peculiaridade no português: assim, ou invés de augusto, que remete ao império romano e aos deuses clássicos, utilizei “venerável”, “grandioso”, ou, em menor grau, “sacro”. Que me perdoem, mas, sacrifiquei uma fidelidade duvidosa a um texto não original, por uma melhor compreensão. Preservei, porém, o título e a continuidade em “capítulos”, que é útil numa leitura.
A religião Xintoísta – e deteremos-nos apenas para um brevíssimo esboço – é a religião tradicional do Japão, centrada numa fusão de cultos a deuses e a seres da natureza, muito ligada ao ambiente místico dessas ilhas do oriente. E o espírito dessa religião está contido em certas passagens das histórias, assim como os germes da sociedade e cultura japonesa, como a submissão da mulher e a honra, além da aplicação e da disciplina estão, também, presentes na mitologia.
Enfim, o leitor certamente notará certas semelhanças com a mitologia greco-romana, e com outras no decorrer da leitura. Não cabe aqui fazer quaisquer cogitações ou comparações, mas tão somente chamar a atenção para esse fato, por si só digno de um estudo.


Origens do Céu e da Terra
No mais antigo dos tempos, o céu e a terra estavam grudados, como se tivessem sido unidos, ao longo dos séculos, em uma matéria informe. Repentinamente, o silêncio que imperava foi quebrado, com sons estranhos, cuja origem era o movimento das partículas. Assim, a luz e as partículas mais céleres se elevaram, mas nem todas puderam seguir a luz em sua ascensão. Dessa forma, a luz acumulou-se na parte superior do universo, e abaixo dela as partículas formaram em primeiro lugar as nuvens, depois um paraíso chamado de Takamagahara (fenda do alto firmamento). E muito abaixo as partículas permaneciam em uma massa informe, que foi chamada de terra.

Naqueles tempos, em que nasceram o céu e a terra, surgiram divindades em Takamagahara. Eram chamados: Ame-no-mi-naka-nushi-no-Kami (Senhor do Esplêndido Centro do Céu), Taka-mi-musushi-no-Kami (Divindade da Esplêndida Energia Vital), e Kami-musushi-no-Kami (Deus da Energia Vital). Todas essas três divindades formadas espontaneamente se ocultaram. De outro lado, enquanto o mundo movia-se como uma medusa, surgiu algo parecido com um broto de bambu: Umashi-ashi-kabi-hikoji-no-kami (Antigo Príncipe do Encantado broto de Bambu) e Ame-no-toko-tachi-no-kami (O Que Se Mantêm Eternamente no Céu). Estas duas divindades, apesar de formadas espontaneamente, também vieram a ocultar-se. Com as outras três mencionadas, formam as “Divindades Celestiais Independente” primordiais.
As sete gerações divinas
Os nomes das divindades que se formaram em seguida foram: Kuni-no-toko-tachi-no-kami (O Que Permanece Eternamente Sobre a Terra) e Toyo-kumo-un-no-kami (Senhor Justo). Estas divindades também se ocultaram. Em seguida, vieram a se formar U-hiji-ni (Senhor do Limo da Terra), e logo sua irmã-esposa, a deusa Su-hiji-ni (Senhora do Limo da Terra); logo o deus Tsunu-guhi (O que Integra as Origens), e sua irmã-esposa Iku-guhi (A que Integra a Vida); e o par seguinte, o deus Ô-to-no-ji (O Ancestral da Grande Região), e sua irmã e consorte Ô-to-no-be (A Ancestral da Grande Região); logo o Deus Omo-Daru (O Perfeitamente Formoso) e sua jovem irmã-esposa, a deusa Aya-kashiko-ne (A Venerável). E o par O Venerável Izanagi-no-Miko (O primeiro homem, o grande varão) e sua jovem irmã e consorte A Venerável Izanami-no-Mikoto (A grande mulher, a primeira mulher). Esses deuses, desde Kuni-no-koto-tachi, até a Venerável Izanami-no-mikoto são conjuntamente chamadas de sete gerações divinas.
A criação do Arquipélago e o par primordial
Então os deuses se reuniram e deliberaram longamente sobre a terra, que continuava sendo a mera mescla de águas e terras, informe e plana. Decidiram por enviar um par deles para organizar a terra, e assim O Venerável Izanagi e a Venerável Izanami receberam um Grande Mandamento, que dizia: “Regulai e consolidai a terra em movimento”. Assim ordenando, foi a eles confiada a ordem e a lança celestial, Ama-no-Nukobo, que estava coberta de pedras preciosas; então as divindades, estando sobre a ponte flutuante do céu – talvez um arco-íris – desceram a lança lentamente, e, girando-a, coalharam a água salgada, quando subiram a lança havia uma ilha, que foi chamada de Onogoro (espontaneamente coagulada).
Descendo, então, do céu, e indo para a ilha, em pouco tempo erigiram um Sagrado Altar, Yashidono, uma Sacra Coluna, Ama-no-mi-hashira, o Sagrado Pilar do Céu, e um Salão Santo, com oito braças.
Então questionou o Venerável Izanagi a sua irmã: “De que modo formou-se seu corpo?”, ao que ela respondeu: meu corpo está completamente formado, mas há uma parte que não cresceu e está selada. E disse o Venerável Izanagi: “Também o meu corpo está totalmente formado, mas há uma parte que cresceu em excesso. Logo, se inserirmos a parte que me cresceu em demasia e criaremos terras”.”Que solução melhor do que procriar?” A Venerável Izanami retorquiu: “Certamente está bem assim”.E O Venerável Izanagi disse: “Andemos em volta dessa Sagrada Coluna Celeste, e quando encontramo-nos do outro lado, haveremos de nos unir”.
Assim falaram, e entraram em acordo. Ele disse: “Tu para me encontrar, deves ir pela direita; eu, para encontrar-te, irei pela esquerda”. Quando deram a volta, tal como tinha combinado, a Venerável Izanami foi a primeira a exclamar: “Oh, na verdade tu és um jovem belo e amável!” E logo o Venerável Izanagi “Oh, mas que jovem bela e amável!”. E depois de falarem, ele disse a sua companheira: “Não está bem que seja a mulher a primeiro falar”.
Não obstante, uniu-se em um leito e tiveram um filho, Hiru-ko, (menino sanguessuga). Eles o depositaram em uma canoa de juncos, para que a correnteza o levasse, pois era grotesco. Depois, nasceu Awa Shima, a ilha da espuma, que sequer contaram como descendente. Disse O Venerável Izanagi:
“Os filhos que até esse momento nós tivemos não são bons. Devemos subir ao céu, e questionar as grandes divindades o motivo do acontecimento. Essas disseram, reunidas em Grande Oráculo:” Como a mulher falou primeiro, as coisas não vão bem”. Então eles partiram de novo, e na Sagrada Coluna do Céu repetiram o processo anterior, mas dessa vez foi O Venerável Izanagi a falar primeiro. De sua união, nasceu à ilha de Awaji, o caminho da espuma”.
Da mesma maneira, as demais ilhas do arquipélago, Honshu, Shikoku, Kyushu, as ilhas gêmeas de Oki e Sado, e, finalmente, a ilha de Iki. Logo também conceberam uma série de deuses e deusas, entre os quais os do vento, das montanhas, e das árvores.
Morte de A Venerável Izanami e a ida de O Venerável Izanagi ao país dos mortos
Por uma desgraça, Kagutsuchi, o deus do fogo – também chamado de Homusubi -, o filho caçula de Izanami, ao nascer, vitimou sua mãe com terríveis queimaduras e ficou enferma, vindo a morrer de terríveis febres. Apesar disso, A Venerável Izanami seguiu dando origem a outras divindades em plena agonia, nas fezes, na urina e no vômito; a última a nascer foi Mizuhame-no-mikoto, que marca o surgimento da dor e da morte no mundo. O Venerável Izanagi, desesperado, geme em volta do cadáver, e de suas lágrimas nascem outras divindades, entre eles a deusa do Arroio Aflito.
Nesse momento, a tristeza de O Venerável Izanagi converte-se em uma cólera fria, e ele mata o deus do fogo, despedaçando o seu corpo, pela culpa que tinha na morte de sua mãe, a amada esposa de O Venerável Izanagi. O sangue e os membros do matricida consertem-se em uma série de novos deuses, que simbolizam várias montanhas. Então, O Venerável Izanagi desce ao País das Trevas, em busca de A Venerável Izanami.
O Venerável Izanagi, desejando ver sua jovem esposa A Venerável Izanami, seguiu-a até Yomi-tsu-kuni, o país das trevas, e quando ela vem abrir a porta do palácio, saindo para encontrar com seu esposo, O Venerável Izanagi, que disse:
– Oh, minha esposa, jovem e encantadora irmã! Os países que criamos ainda não estão concluídos! É preciso que retorne! Mas a sua esposa e irmãs respondeu: “é triste que não tenha vindo antes, pois já comi do fruto do País das Trevas! Sem dúvida, oh meu encantador marido e irmão mais velho, que eu gostaria de voltar, e vou consultar-me com as divindades do País das Trevas. De modo algum deve me ver!” – E assim dizendo entrou no palácio. Com o tempo, O Venerável Izanagi cansou-se de esperar, e foi em busca de sua esposa; e entrou no país, apenas para descobrir que sua esposa, A Venerável Izanami, era agora um cadáver putrefato, coberto de vermes. Estava dando a luz aos oito deuses do trovão.
Então, quando O Venerável Izanagi, aterrorizado com esta visão, corria, sua jovem irmã gritou-lhe, cobriu-se de vergonha – e ordenou que as terríveis mulheres do país das trevas perseguissem seu esposo. De modo que, O Venerável Izanagi, tomando nas mão uma grinalda da flor kazura, que estava em seus cabelos, jogou-a ao chão, e ela converteu-se em um ramo de uvas silvestres. Enquanto elas comiam, ele desatou a correr, mas elas seguiam na perseguição. Por isso, jogou ao chão um pente que prendia seus cabelos, e dele nasceram brotos de bambu, que as horrendas mulheres voltaram a comer, e ele corria.
Vendo essa situação, A Venerável Izanami lançou contra seu irmão os oitos deuses do trovão, e mil e quinhentos guerreiros. Todos levavam espadas com dez palmos de altura, e teriam matado A Venerável Izanami se ele não corresse com ainda maior velocidade. Estavam quase alcançando O Venerável Izanagi quando ele chegou a Yomi-no-horakaza, um declive que desce desde a terra dos vivos, até a terra dos mortos, onde há uma árvore. Dela O Venerável Izanagi tomou três pêssegos, com os quais golpeou os inimigos e os matou. Disse o venerável O Venerável Izanagi, solenemente, aos pêssegos: “Do mesmo modo que me socorreram, irão de socorrer todos os que moram na Planície dos Juncos”. Depois de pronunciar essas palavras, deu ao fruto o título de “Venerável Fruto Divino”.
Por fim, sua jovem irmã, A Venerável Izanami, lançou-se, pessoalmente, em sua perseguição. Ao que ele ergueu uma rocha que mil homens não poderiam ter a esperança de sequer arrastar, e bloqueou o declive entre o mundo dos vivos e dos mortos, separando para sempre a vida da morte; e lá disseram adeus. Falou a Venerável Izanami: “oh, meu amado e encantador irmão mais velho, se ti comportas assim, estrangularei e trarei para este país, em apenas um dia, um milhar de homens de sua terra!” Ao que retrucou o Venerável Izanagi: “oh, minha amada e encantadora irmã menor, se o fizer, erguerei, num só dia, cinco mil casas de parto. Assim, num só dia, um milhar de homens morrerá; mas mil e quinhentos irão nascer!”.
Por esse motivo, a Venerável Izanami é chamada de Grande Divindade do País das Trevas, e como ela perseguiu e alcançou, é também chamada de grande divindade que chega a rota. A rocha que bloqueou as duas terras é chamada de Grande Divindade que bloqueia a porta do país das trevas; e o declive que ligava os dois mundos é chamado de Declive de Ifuya, no país de Izumo.
O Venerável Izanagi e a última geração
Depois de escapar dos horrores da terra dos mortos, O Venerável Izanagi teve de limpar-se da imundice e impurezas que o sujavam, e o faz com um banho. Chegou a um riacho em Hyuga, a leste de Kyushu, chamado de Tachibana-no-Odo, e despe-se, banhando-se nas águas. De seu cajado, das diversas partes de seu traje, de seus braceletes, nascem doze divindades; e outras mais nas diversas partes de seu banho. Mas foi quando ele limpou seu rosto que as principais divindades do Xintoísmo vieram a nascer: do olho esquerdo, a deusa suprema do xintoísmo, Amaterasu-no-Mikoto, Venerável Divindade do Sol; do olho esquerdo, Tsuki-Yomi-no-Mikoto, o Venerável Deus da Lua; e de seu nariz, Take-Haya-Susano-no-Mikoto, O Augusto, venerável e célere, irado e valente. A essas três divindades – o último dos quais converteu-se em deus da tempestade – foram investidos, por O Venerável Izanagi, como governantes do universo.
A investidura das três deiades
Nesse instante, o Venerável Izanagi se ergueu de forma altiva e disse: “Eu, dando origem filho após filho só na última geração obtive resultados louváveis. Logo depois, sacudindo a gargantilha de jóias que formava seu colar, cedeu-o a sua filha, Amaterasu-no-mikoto, dizendo”:
“Que tu governe a planície dos altos céus”. E este colar era chamado de deus da tabela da grande câmara dos tesouros. A Tsuki-yomi-no-mikoto:
“Que sua venerável pessoa governe o reino da noite”. E assim, a ele foi outorgado esse cargo. Por fim, disse a Susano-No-mikoto: Que sua venerável pessoa governe as planícies das águas.
Amaterasu e Tsuki-Yomi aceitaram suas tarefas de forma obediente, tomando posse de seus respectivos domínios. Susano, no entanto, põe-se a chorar, e lamentar e gritar. Seu pai, Izanagi, pergunta o que há de errado, e Susano responde que não deseja governar as águas, mas sim a terra onde viveu sua mãe, a Venerável Izanami. Irado, Izanagi desterra seu filho e se retira, tendo findado a sua missão. Conta-se que viveu no “palácio do sol mais jovem”, ou que estaria enterrado em Taga. Enquanto isso, Susano ergueu-se, após se despedir de sua irmã Amaterasu, aos céus em grande fúria, espalhando confusão por toda a natureza.
O desafio das deiades irmãs:
Então, Amaterasu, alarmada por esse alvoroço, disse: “A razão pela qual ele ascendeu dessa forma não procede com um bom coração. Certamente quererá arrebatar meu reino. Ao mesmo tempo, enrolou um cordão cheio de magatama, de oito pés de altura, e com quinhentas jóias, nos esquerdo e direito, como também em seu toucado e igualmente em seu braço esquerdo e direito. Em suas espáduas, duas aljavas, uma com mil flechas, e outra com quinhentas. Brandiu sua espada e susteve seu arco, cuja parte superior tremia. Depois, batendo com o pé, ergue-se até o céu e postaram-se, pernas abertas como um homem, à frente. E disse, com altivez: “porque subiu até aqui?”.
O que parece é que vai ocorrer uma grande batalha. Susano não olvida em garantir a sua irmã que não tem intenções más, e por isso propõe-se a realizar um juramento. O texto não é muito claro, mas parece indicar que Susano propõe, em seu juramento, um acordo: um concurso de reprodução, segundo o qual aquele que engredar mais divindades masculinas, o bem o que engredasse mais divindades. Se Susano vencesse sua irmã deveria admitir a pureza de suas intenções.
As divindades, separadas por Amanogawa, (o rio do céu) trocaram as palavras de compromisso e iniciaram a competição. Para começar, Amaterasu pediu a seu irmão a espada; quebrou-a em três fragmentos e deles criou três belas deusas. Por sua vez, Susano pegou as grandes fileiras da Magatama que Amaterasu levava em volta dos ombros, e da joia criou cinco deuses, inclusive Oshi-Omini.
Amaterasu, logo, expressa sua vontade de estabelecer quais dos deuses, segundo a sua origem, eram filhos de uns e outros. Susano se proclama vencedor, com cinco. Mas Amaterasu indica que os varões de Susano deveriam ser considerados como seus, pois foram criados com seus pertences! Logo, era ela a vencedora. Susano, naturalmente, nega-se a aceitar essa decisão, e, furioso, desencadeia mil catástrofes.


As devastações de Susano
Então Susano espalhou o caos sobre o mundo, e atacou as obras de sua irmã: destruiu a divisão entre os arrozais divinos, obstruiu os canais, e, ademais, verteu sobre o palácio de sua irmã nojentas secreções, bem na sala em que ela degustava o Venerável Alimento. E apesar desse comportamento, Amaterasu apenas disse: “isto, que parecem ser excrementos, deve ser algo que meu venerável irmão maior vomitou em sua embriaguez. E Susano prosseguiu, violento ao extremo”.
Quando estava Amaterasu sentada em sua sala, usando seu sacro tear, Susano perfurou o teto, e por ele fez escorregar para a sala um corcel celestial. Vendo o animal, as fiandeiras que a ajudavam ficaram chocadas, e enterraram fundo em seus corpos as lançadeiras; Amaterasu ficou tão chocada que se escondeu, cerrando a porta de Ama-no-iwato, a caverna das rocas celestiais, e recusou-se a sair.
A crise divina
Imediatamente, Takamagahara estava desaparecida na mais completa obscuridade, e o mesmo veio a ocorrer com o país central da planície dos juncos, e por causa disso, reinou a noite eterna. Ali, no alto, com o ruído de dez mil deuses inquietos, dez mil calamidades surgiram simultaneamente. Por isso, as divindades se reuniram em uma assembléia divina, no leito seco de Amanogawa para discutir uma forma de Amaterasu retirar-se da caverna.
O sábio deus Omoi-kane-no-kami, o que acumula pensamento, filho de uma das divindades primordiais, Taka-mi-musushi, propôs uma solução: reuniram as aves que cantavam ao fim da noite e as fizeram cantar. Como dali não sobreveio solução, concebeu um complicado estratagema: tomaram duas rochas do rio Amagonawa, e ferro das celestes montanhas de metal, e convocaram o ferreiro Ama-tsu-ma-ra; encarregaram o venerável Ihi-kore-dome que fabricasse, desses materiais, um espelho; encarregaram o venerável Tama-no-ya que fabricasse um colar de jóias com quinhentas magatama a uma altura de oito pés; mandaram chamar o venerável Ameno-koyane, e o venerável Futo-tama, e ordenaram-lhes arrancar as omoplatas de um gamo do celeste monte Kagu, e extrair a cortiça das árvores do celeste monte Kagu, para praticar um adivinharão; arrancaram a raiz da árvore sakaki do mesmo monte, e colocaram nos ramos superiores os colares de quinhentas magatama, sobre os ramos intermediários o espelho de oito pés, e sobre os inferiores sedosas oferendas nas cores brancas e azuis.
O venerável Futo-Tama tomou e guardou tudo aquilo com grandes oferendas, e o augusto Ame-no-koyame pronunciou com ardor algumas palavras rituais, enquanto o deus Ama-no-tachikara-wo (Varão de fortes mãos) mantinha-se oculto próximo à porta de Ama-no-Iwato; então, a deusa Ame-no-uzume (mulher terrível do céu) fez uma grinalda de flores para sua cabeça, e de algumas folhas de bambus anões do monte Kagu fez um ramalhete para suas mãos, subiu sobre um tambor, e desatou a pisar, até que ele retumbasse; e como se possuída, deixou seus seios a mostra, logo depois deixando cordão de sua faixa a deslizar pela cintura.
Então, todos os deuses riram ao mesmo tempo, e Takamagahara tremeu. Ao escutar, surpresa, Amaterasu vai abrir a porta, e diz: “pensei que, devido ao meu retiro, Takamagahara quedaria em escuridão, e o país da Planície dos juncos estaria, também, obscurecido. Como é possível, então, que Uzume se regozije e que, ademais, essa miríade de deuses riam?” Uzume retrucou, então: “Estamos alegre e nos regozijamos porque a uma divindade mais brilhante do que Sua Venerável Pessoa”.
Enquanto ela falava dessa maneira, Ame-no-koyane e Furo-tama dirigiram o espelho para a porta que jazia entreaberta, e Amaterasu, surpresa com o que ocorria, saiu um pouco, e enquanto mirava-se intensamente no espelho, quedou deslumbrada, por um instante. Ama-no-tachikara-wo, que permanecia oculto tomou-a pela mão e obrigou-a a sair; então, Futo-tama pegou uma corda de fibra de arroz e colocou as costas de Amaterasu, dizendo “não retroceda desse ponto!” E assim, quando Amaterasu saiu, Takamagahara e o Pais Central da Planície dos Juncos voltaram a ser iluminados com seu brilho, e retornaram a normalidade; uma vez fora da cova, Amaterasu concedeu em voltar ao seu palácio, se Susano fosse desterrado.
A expulsão de Susano
Ali no alto, os deuses, reunidos em conselho, impuseram a Susano um castigo que consistia em entregar mil tabuas de oferendas, e depois disso, cortaram a barba, arrancaram as unhas dos dedos das mãos e dos pés, e mediante um divino mandato o expulsaram.
Assim perseguido, Susano buscou ajuda com a deusa Ogetsu-hime-no-kami, deusa dos alimentos, que saca da boca, do nariz, e do reto todo o tipo de comidas estranhas para oferecer. Indignado pelo insulto, Susano mata a deusa, mas a morte tem efeitos benéficos; do cadáver da vítima nascem os “cinco cereais”, isto é, os alimentos básicos que seguem dando subsistência aos japoneses até hoje: de seus olhos, nasceram sementes de arroz, de suas orelhas, milho, de seus genitais, trigo, de seu nariz feijões e de seu reto, soja. O deus Kami-musubi mandou recolher e semear estas sementes, para o bem dos mortais.


Fonte:http://www.mitografias.com.br/2016/08/mitologia-japonesa-origens/

Mitologia Inuíte

A mitologia inuíte tem várias semelhanças com as outras mitologias dos povos que vivem nas regiões polares. As religiões inuit têm princípios animistas e xamânicos
Nas palavras da escritora inuíte Rachel Attituq Qitsualik: cosmos inuíte não é governado por ninguém. Não há uma figura divina seja maternal ou paternal. Não há deuses criadores do vento ou do Sol. Não há punição eterna na vida futura, assim como não há punição para crianças ou adultos na vida presente.





Anirniit ("almas")

Os inuítes acreditam que todas as coisas tem um tipo de espírito ou alma (em língua inuit: anirniq - respiração; plural anirniit) e não apenas os humanos. Estes espíritos continuam a existir após a morte. Como precisam comer animais e plantas existe um dito comum entre os inuítes: "O grande perigo de nossa existência repousa no fato de que nossa dieta consiste inteiramente de almas". Acreditando que todos as coisas tem uma alma, matar um animal não é muito diferente de matar uma pessoa. Uma vez que a alma do animal ou humano é liberada ela está livre para se vingar. Os espíritos dos mortos só podem ser aplacados pela obediência aos costumes, evitando os tabus e executando os rituais apropriados.
As duras condições da vida no Ártico fazem com que os inuit vivam em constante medo de forças invisíveis. Para os inuítes, ofender um espírito é arriscar-se à extinção. A tarefa principal do xamã na sociedade inuit é aconselhar e lembrar as pessoas dos rituais e tabus que eles precisam obedecer para aplacar os espíritos, já que se acreditava que ele podia ver e contatar com os espíritos.
As almas (anirniit) eram vistos como parte do céu ou ar (sila) e eram meramente emprestados dele. Embora a alma de cada indivíduo era única e apropriada para a vida e corpo que ela habitava, ao mesmo tempo era parte do todo. Isto permitia aos inuítes emprestar os poderes ou características de uma alma pelo uso de seu nome. Além disso, os espíritos de uma classe de coisas (os mamíferos marítimos, ou ursos polares, ou plantas) eram, de alguma maneira, considerados como o mesmo, e podiam ser invocados através de um guardador ou mestre que estava conectado com aquela classe de coisas.
Desde a chegada do cristianismo entre os inuit, anirniq passou a designar a alma no sentido cristão do termo. Esta palavra também é a raiz de outros termos cristãos com o anirnisiaq("anjo") e anirnialuk ("Grande Espírito", "Deus").

 

Tuurngait ("espíritos maus")

Alguns espíritos eram, por natureza, desconectados de corpos físicos. Estas entidades eram chamadas tuurngait (singular tuurngaq) e eram consideradas malignas ou monstruosas, responsáveis por más caçadas e ferramentas quebradas. Elas podiam possuir humanos e o xamã podia lutar contra elas ou exorciza-las mas também podiam ser presas e escravizadas pelos xamãs, que então podiam faze-las lutar contra os tuurngait livres.
O termo tuurngait, com a cristianização, passou a englobar o significado cristão de demônios.

 

Angakuit ("xamãs")

O xamã (Inuktitutangakuq, as vezes escrito angakokplural angakuit) de uma comunidade inuíte não era o líder, mas antes um tipo de curador e psicoterapeuta, que cuidava de ferimentos e oferecia conselhos, assim como invocava os espíritos para ajudar o povo e, mais frequentemente, para que eles não prejudicassem as pessoas. A função dele ou dela era interpretar os sinais e o invisível. Os xamãs não eram treinados, esperava-se que eles nascessem com as habilidades e as fossem manifestando a medida que cresciam. Cilindros rítmicos, cantos e danças eram comumente utilizados na execução dos deveres do xamã.
A função do xamã quase desapareceu na sociedade inuíte cristianizada.

 

Lista de entidades da mitologia inuíte

Esta é uma lista incompleta de figuras míticas dos inuítes. Cada uma tinha poder sobre uma parte do mundo inuíte.
Adlets são monstros que bebem sangue, na mitologia Inuit. Eles são a descendência de uma mulher e um cachorro vermelho. Cinco das dez crianças da mulher eram cachorros que cruzaram os mares para gerar as raças européias. As outras cinco crianças eram os Adlets monstruosos. A descendência dos Adlets é conhecida como Erqigdlit.
Adlivun (esses em baixo de nós; também conhecido como Idliragijenget) na mitologia Inuit, recorre a ambos os espíritos do passado que residem no mundo dos criminosos, situado em baixo da terra e do mar. As almas são purificadas lá, em preparação para a viagem para da Terra da Lua (Quidlivun), onde eles acham a vida eterna e paz. SednaTornarsuk e o Tornat(Deuses e espíritos de animais) e Tupilak (almas de pessoas mortas) residem , em Adlivun que normalmente é descrito como um solo improdutivo congelado. Sedna é a senhora dos mares, e é dito que ela prende as almas do viver como parte da preparação para a próxima fase da viagem deles.
Quando um Inuit morre, eles são embrulhados em pele de caribu e enterrados. Os corpos dos anciãos têm os pés apontando para oeste ou sudoeste, enquanto os pés das crianças apontam leste ou sudeste e adultos jovens para o sul. Três dias de lamentações se seguem, com parentes que ficam na cabana do defunto com narinas fechadas por um pedaço de pele de caribu. Depois de três dias, aqueles que acompanhavam o enterro, ritualisticamente dão três voltas em torno do túmulo e prometem ao espírito do morto carne de veado que é trazida quando a sepultura é visitada.
Os psychopomps dizem que Pinga e Anguta levam as almas dos mortos para Adlivun onde eles têm que ficar durante um ano antes de se mudar.
Agloolik na mitologia Inuit, é um espírito que vive debaixo do gelo e dá ajuda aos pescadores e caçadores.
Aipaloovik é um deus esquimó que mora no mar. É uma criatura má que é associado com o assassinato, o vandalismo e a destruição
Akhlut é um ser da mitologia do povo inuit que vive no Estreito de Bering. É uma orca, capaz de se transformar em lobo. Sob essa forma, ele mata animais e pessoas para comer. Depois de se saciar, ele volta para sua forma original de orca e retorna ao mar. Pegadas de lobo que vãoo até o mar são tidas como o sinal de que Anklut andou caçando.
Na mitologia Inuit Akna (a "mãe") é uma deusa de fertilidade e do parto.
É também o nome da deusa da maternidade e do nascimento na mitologia maia.
Akycha é o deus do Sol na mitologia inuíte.
Na mitologia inuit Alignak é uma divindade solar e deus do climaáguaondaseclipse e terremoto.
Amaguq na mitologia Inuit é o deus dos lobos e das trapaças.
Amarok é o conceito de criação da vida onde de um buraco no gelo nasceu o caribu, que foi fonte de vida e alimento ao homem, mas, com o tempo, o caribu ficou fraco e doente. Então, do mesmo buraco no gelo, nasceu o Amao, nome de um lobo gigantesco na mitologia Inuit. Caçou e caça os caribus doentes deixando os fortes e saudáveis para se reproduzir e assim manter a manada saudável.
Apanuugak na mitologia Inuit, é um herói que às vezes é descrito como um guerreiro erro-propenso que vive a velhice ou como um vilão.
Na mitologia inuit Asiaq é uma deusa do clima.
Ataksak na mitologia Inuit, é o deus do céu e da alegria que sempre responde à prece do shaman.
Atshen na mitologia Inuit, é um espírito canibalesco.
Na mitologia Inuit, Aulanerk é uma deusa de mar amigável que rege em cima das marésondas e alegria.
Aumanil (pronunciado au-mahn-el) na mitologia Inuit, é um espírito amável e benévolo. Também, é dito que este deus se manteve na terra e controla o movimento das baleias.
Na mitologia inuit Eeyeekalduk é o deus da medicina e da saúde.
O i'noGo tied ("casa de espíritos") é entre o Inuits do Alasca um talismã que traria boa sorte.
Na mitologia inuit Idliragijenget é o deus do oceano.
Na mitologia inuit Igaluk é um dos mais poderosos deuses do panteão. Ele é uma divindade lunar associado aos fenômenos da naturezas e aos animais.
A lenda conta que esse desejou a própria irmã, Malina, e a violentou durante uma noite, protegendo sua identidade na escuridão. Na noite seguinte repetiu o ato, só que desta vez Malima conseguiu marcar seu agressor. Para sua surpresa descobriu ser seu próprio irmão. Cortou então seus seios e os ofereceu para Igaluk comer. Malima então fugiu carregando uma tocha sendo perseguida por Igaluk. Os dois correram tão rápido que acabaram ascendendo aos céus onde ela se tornou o Sol e ele, a Lua.
Ignirtoq, na Mitologia inuíte, é um deus de luz e verdade.
Os povos polares acreditam que quase tudo tem uma alma, ou uma inua. Animaisrochasárvores e rios têm inua, assim como acidentes geográficos perigosos, como as geleiras. A inua em geral é retratada como uma face humana num olho, dorso ou peito de animal. Os viajantes cuidadosos devem fazer oferendas de carne a elas.
(Fonte: Mitologia Ilustrada-Editora folha)
Na mitologia Inuit, os Ishigaq eram pequenas pessoas, semelhante a fadas. Eles tinham quase 30 cm e não deixavam nenhuma pegada na neve porque eles eram muito leves ou flutuaram sobre o chão.
Na mitologia Inuit, Issitoq (também Isitoq) é uma deidade que castiga aqueles que quebram tabus. Ele normalmente leva a forma de um olho voador gigantesco.
Na mitologia inuit, Ka-Ha-Si era um menino inuit preguiçoso que era evitado pela tribo dele pelo seu constante sono. Em um sonho, uma voz disse para ele economizar a comida da tribo, pois uma escassez viria, pois ninguém acharia mais manadas de caribus para caçarem. Ka-Ha-Si enganou um grupo de morsas para eles matarem um ao outro, mas a fama dele por salvar a tribo foi esquecida depressa. E ele foi desprezado uma vez mais pela sua preguiça . O mesmo sonho ocorreu periodicamente e Ka-Ha-Si lutou com um gigante próximo do vilarejo de onde vivia, que havia matado vários homens da tribo dele . Ka-Ha-Si acabou se tornando o mais bem-respeitado shaman.
Na mitologia inuit Kadlu refere-se à deusa ou às três irmãs que controlam o trovão.
Na mitologia Inuit, Keelut é um espírito mau que se assemelha a um cachorro calvo.
Na mitologia Inuit, Kigatilik é um espírito psicopata, violento, especialmente conhecido por matar shamans.
Malina é uma deidade solar na mitologia inuit. Ela geralmente é achada nas lendas da Groenlândia. Lendas sobre Malina a unem de perto com a deidade lunar Igaluk, o irmão dela. Malina constantemente está fugindo de Igaluk como o resultado de relações sexuais entre os dois (lendas variam sobre a causa). a perseguição constante deles é a explicação tradicional para o movimento do sol e lua pelo céu.

 

História

A lenda conta que Malina era desejado pelo próprio irmão, Igaluk, e a violentou durante uma noite, protegendo sua identidade na escuridão. Na noite seguinte repetiu o ato, só que desta vez Malina conseguiu marcar seu agressor. Para sua surpresa descobriu ser seu próprio irmão. Cortou então seus seios e os ofereceu para Igaluk comer. Malina então fugiu carregando uma tocha sendo perseguida por Igaluk. Os dois correram tão rápido que acabaram ascendendo aos céus onde ela se tornou o Sol e ele, a Lua.
Na mitologia Inuit, Matshishkapeu é o espírito mais poderoso. Ele provou quando o Mestre de Caribou recusou dar para os Inuits qualquer caribou para se comer. Matshishkapeu estava tão bravo que ele amaldiçoou o Mestre Caribou com um caso doloroso de constipação. Finalmente, o Mestre de Caribou cedeu, e Matshishkapeu curou da doença dele.
Nanook - o mestre dos ursos polares
Na mitologia inuit Nanook é o mestre dos ursos, o que significa que ele decide se os caçadores seguiram todos os preceitos e se merecem sucesso caçando ursos.
Na mitologia inuit Negafook é o deus do clima, particularmente do frio.
Na mitologia inuit Nerrivik é a mãe do oceano e a deusa que concede o alimento ao povo. É a padroeira dos pescadores e caçadores.
Na mitologia inuit Nootaikok é o deus dos icebergs e geleiras.
Na mitologia inuit Nujalik é a deusa da caça terrestre, em oposição a Sedna, deusa da caça na água.
Na mitologia inuit Pana era a divindade que cuidava das almas no submundo (Adlivun) antes que elas reencarnassem.
Pinga é a deusa da caça, fertilidade e medicina dos inuits. Ela organizava as manadas de caribus, e levava-os em encontro aos caçadores, por isso tinha um papel importante. A alma dos mortos renasciam em sua casa.
Na mitologia inuit Pukkeenegak é a deusa das crianças, da gravidez, do parto e da costura.
Na mitologia Inuit, Qiqirn é um espírito de cachorro grande e calvo. É uma besta amedrontadora, mas também tola.Tem cabelo em seus pésorelhaboca e a gorjeta de seu rabo.
Sedna - o mestre dos animais marinhos.
  • Sedna (Sanna na escrita inuíte moderna) é conhecido por outros nomes como "Nerrivik", "Arnarquagssaq" e "Nuliajuk".
Sedna é uma das principais deusas inuit, é conhecida como a Mãe dos Animais Marinhos.
Várias são as lendas sobre a origem de Sedna e todas tem em comum o fato dela ser uma bela jovem humana vivendo com seu pai.
De acordo com uma dessas lendas, Sedna surgiu como uma mortal, que foi seduzida por um belo caçador em uma canoa. Quando ela embarcou na canoa, percebeu que fora enganada, pois o belo rapaz se revelou como um espírito-pássaro e a obrigou a se casar com ele.
O tempo passou e o pai de Sedna foi visitá-la, percebendo que sua amada filha morava num lugar imundo. Ele a colocou num barco, para fugir de volta para seu lar. Porém, o espírito-pássaro invocou uma tempestade ártica para frustrar a fuga.
Então o pai se desesperou e jogou Sedna ao mar. A jovem, contudo, se agarrou na borda do barco e seu pai se sentiu obrigado a cortar seus dedos. Os dedos cortados se transformaram em animais marinhos, como focasbaleias e morsas.
Sedna foi morar no fundo do mar, de onde reina sobre os animais marinhos.
Outra versão do mito explica que Sedna, uma moça jovem e muito galanteada pelos jovens do povoado onde vivia, nunca aceitava seus pretendentes - até que se apaixonou por um cachorro e com ele casou.
Os jovens pretendentes, raivosos, levaram a moça para o mar dentro de uma canoa e a jogaram nas águas geladas. Para se salvar, Sedna agarrou-se na lateral do barco, mas os homens cortaram seus dedos para que ela morresse afogada.
Quando seus dedos caíram no mar, transformaram-se nas primeiras focas e outros seres marinhos enquanto Sedna ia para o fundo, onde se transformaria na Rainha dos Seres Marinhos.
Sedna, devido ao grande sofrimento pelo qual passou, tornou-se rancorosa, e quando alguém a ofende ela prende todos os animais para que ninguém possa pescar nem caçar. Um homem bravo, com poderes de xamã, deve então ir até o fundo do mar para pentear e desembaraçar os cabelos de Sedna - sujos e lodosos pelos pecados humanos que afundam na água. Sedna fica agradecida ao ter seus cabelos limpos e arrumados em duas grandes tranças e, por isso, liberta os animais para que a humanidade possa se alimentar outra vez.

 

Curiosidades

  • Sedna foi homenageada em 2003 ao ter um planetoide do Sistema Solar, além da órbita de Plutão foi batizado com seu nome.
Na mitologia Inuit, Silap Inua ou Sila era, semelhante a mana ou éter, o componente primário de tudo o que existe; também é a respiração de vida e o método de locomoção para qualquer movimento ou mudança. Ela é conhecida para controlar tudo o que entra na vida das pessoas. Ou o destino de um.
Na mitologia inuíte, Tarquiup Inua, também conhecido como Tarqeq, é uma divindadelunar.
Tekkeitsertok - o mestre dos caribou
Na mitologia inuit Tekkeitsertok é o deus da caça e mestre do cervo, sendo uma das mais importantes divindades do panteão
Na mitologia inuit Tootega é uma deusa anciã sábia, que vive em uma cabana de pedra e tem a habilidade de andar sobre a água.
Na mitologia inuit Torngasoak é um poderoso deus dos céus, sendo uma das mais importantes divindades do panteão.
Na mitologia inuit Tornarsuk é o deus do submundo e líder dos deuses protetores conhecidos como "tornat".
Na mitologia InuitTornat são um grupo de deuses protetores, conduzido por Tornarsuk.
Na mitologia Inuit, Tulugaak é o criador da luz.
Tupilak é o deus inuit responsável pelo misticismo e toda a parte oculta ou desconhecida do universo.
Wentshukumishiteu é na mitologia Inuit um elemental da água qual protege jovens de várias espécies animais de humanos. É particularmente apaixonado por lontras.